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Review: Sonhos conectados ampliam a ameaça no episódio 20 de ‘Kamen Rider Zeztz’

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O episódio 20 de Kamen Rider Zeztz aposta em criatividade e expansão de universo ao misturar fantasia, mistério psicológico e avanço direto na mitologia central da série. A narrativa se divide de forma equilibrada entre o mundo dos sonhos, que assume uma estética clara de RPG clássico no bom e velho estilo Caverna do Dragão, e os bastidores da CODE, onde decisões estratégicas começam a revelar o verdadeiro tamanho da ameaça.

No sonho, Baku e Nem surgem como improváveis aventureiros guiando as crianças Sohta e Tomoko em uma missão aparentemente simples: capturar a base do “Rei Demônio”. O clima leve, quase lúdico, contrasta com a estranheza crescente quando um Nightmare aparece com um comportamento incomum, mais frágil e confuso do que ameaçador. Esse detalhe é fundamental para o episódio, pois planta a sensação de que algo nesse sonho não está funcionando como deveria.

Ao acordar, Baku traz uma peça-chave para o mundo real: a imagem do Nightmare capturada antes do despertar precoce. A reação de Minami, Fujimi e Nasuka deixa claro o quanto o fenômeno ainda é pouco compreendido até mesmo dentro da organização. O caso de Sohta, um garoto sem histórico artístico que passa a desenhar figuras perturbadoras, aprofunda o mistério e liga diretamente os sonhos à realidade, reforçando a ideia de que os Nightmares estão se infiltrando de maneiras mais sutis e perigosas.

Enquanto isso, o arco paralelo com Kureha adiciona tensão e peso dramático ao episódio. Agora novamente integrada à CODE como agente ativa, ela executa uma missão arriscada ao rastrear Nox, deixando claro que a organização está disposta a agir com mais agressividade. O confronto entre os dois é carregado de simbolismo, especialmente quando surge o Agente 5 (dublado por Ed Bernardes), cuja estreia não apenas muda o rumo da batalha, mas também estabelece uma nova hierarquia de poder dentro da narrativa. A derrota de Nox é menos importante do que a revelação que ele traz: os pesadelos não estão mais isolados, mas conectados entre si, formando algo muito maior.

De volta ao sonho, Baku enfrenta novamente o chamado “Baby Nightmare”, apenas para descobrir que derrotá-lo não encerra o problema. A multiplicação das criaturas leva à grande virada do episódio: não existe apenas um sonhador. O pesadelo é coletivo. A ideia de várias crianças, talvez uma vila inteira, ou até algo em escala urbana, compartilhando o mesmo núcleo de medo eleva drasticamente as apostas da série e redefine o conceito de ameaça até aqui apresentado.

O episódio se destaca pelo ritmo ágil e pela sensação constante de progressão. Não há a impressão de “capítulo de transição”; ao contrário, tudo aqui parece preparar terreno para conflitos muito maiores. O uso do RPG como linguagem visual e narrativa funciona não só como homenagem a outros Riders, mas também como metáfora para crescimento, cooperação e descoberta, temas centrais tanto para Baku quanto para Nem, cuja importância no mundo dos donhos fica cada vez mais evidente.

No fim, o episódio 20 nos traz Kamen Rider Zeztz que também pode brincar com conceitos abstratos sem perder o foco nos personagens. A revelação dos sonhos conectados não só amplia o escopo da trama, como promete consequências sérias para o futuro, deixando claro que o verdadeiro inimigo pode nem sempre ser um monstro ou ex-agente específico, mas o medo compartilhado de toda uma geração.

Kamen Rider Zeztz é exibido dublado ou em versão original com legendas em português, todo sabado as 23:30 no canal TokuSato no Youtube.

Nota: 7/10

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