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Review: Primeiro episódio de ‘Garo: Higashi no Kairo’ inicia nova fase da franquia em 2026

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Depois do lançamento de Garo: Taiga nos cinemas japoneses, em comemoração aos 20 anos da franquia GARO, começamos 2026 com força total com uma nova série intitulada Garo: Higashi no Kairo, que pode ser traduzido como “A Torre do Reino do Leste” ou algo próximo disso, e que traz de volta o carismático e estoico Ryuga Dougai, interpretado por Wataru Kuriyama, que vive o personagem há 13 anos e agora cada vez mais à vontade no manto de Cavaleiro Dourado.

Coberta de efeitos especiais e muita tela azul, substituindo os cenários reais por cenários criados por computador, algo que pode ser uma distração para alguns fãs, mas que depois de um tempo você se acostuma, retornamos com a continuação da história exatamente de onde paramos na última série, Garo: Hagane o Tsugu Mono, de 2024, onde, após selar os Portões da Destruição juntamente com o promissor Cavaleiro Makai Souma, Ryuga se depara com uma nova ameaça ao se dirigir para Line City à procura de Ryume Sama, a Guardiã da Região Leste, para purificar sua armadura.

E, para o seu espanto e o nosso também, Ryuga se vê diante de uma terra desolada, coberta por areia e solitude, numa paisagem desértica totalmente distópica, de dar inveja a qualquer Mad Max.

Ao adentrarmos na cidade, percebemos imediatamente que algo está errado. Seres encapuzados se arrastam pelos cantos, crianças acuadas de medo, os Horrors já tinham tomado conta de tudo. Porém, tão rápido quanto uma espada Makai, duas sacerdotisas entram em ação: Elmina, com seu leque mágico cortante, e Rian, armada até os dentes. Ela está de volta à franquia após um hiato, algo que me colocou um sorriso no rosto imediatamente.

Enquanto viajava com Ryuga, Rian foi convocada por Ryume e estava cumprindo uma missão diferente, agora lutando juntamente com a Tribo do Dragão para impedir uma onda avassaladora de Horrors.

Um poderoso inimigo surge, vestido com lixo descartado, e um Cavaleiro Makai não identificado ataca indiscriminadamente, numa sequência coreografada por Masaki Suzumura, digna dos melhores episódios da franquia. Além disso, o misterioso Sacerdote Reitor Makai, observando de longe a movimentação, se aproxima cada vez mais de Ryuga, que aparece para reforçar a proteção do local. Wataru Kuriyama continua afiadíssimo na execução elegante, rápida e precisa dos movimentos com espada, que fazem de Garo um must see para os fãs de artes marciais em séries.

Em meio às batalhas cada vez mais caóticas, Ryuga e Rian são guiados de volta para um reencontro predestinado com Hiden Sama. Após o fim da luta, Ryuga testemunha o estado drasticamente alterado de sua aliada, Ryume. E, à medida que a vida de Ryume, agora envolta em um casulo, chega ao fim, ele prevê que uma grande calamidade em breve se abaterá sobre o mundo. Determinados a impedi-la, Ryuga e Rian se levantam para agir, mas o que os aguarda é um destino cruel que devem carregar como protetores. A batalha que mudará o destino de Ryuga e Rian começa agora.

A direção principal dos episódios ficará sob a tutela de Masaki Suzumura, responsável pelas cenas de ação em Garo Hagane o Tsugu Mono (2024) e no atual longa Garo: Taiga. Ele começou como dublê em Death Trance, estrelado pelo incrível Tak Sakaguchi.

Masaki tem um vasto conhecimento na área de coreografia de lutas, bem como coordenação de dublês, tendo trabalhado com os melhores da indústria, tanto no Japão como na China e até na Coreia. Debaixo do seu cinto, créditos como dublê em Shinjuku Incident, com Jackie Chan, Operação Dragão Gordo e Lenda do Rei Macaco: Tumulto no Reino Celestial, com Donnie Yen. Ele estreou como coreógrafo de lutas com seu trabalho em High and Low: The Worst X, minha série de delinquentes juvenis favorita.

Garo: Higashi no Kairo está sendo exibido oficialmente no canal GARO PROJECT no YouTube, com possibilidade de legenda em português via tradutor da plataforma.

Nota 8/10

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