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Review: Agentes contra Nox e sonhos coletivos eletrizam o episódio 21 de ‘Kamen Rider Zeztz’

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O episódio 21 é mais um exemplo de como mudar narrativas de formas sutis é possível ampliar o universo já apresentado e também como pequenas frases valorizam o protagonista e criam a aura de que ele é realmente especial. A série não altera sua estrutura de maneira brusca, mas reorganiza prioridades e amplia consequências.

Até aqui, a história vinha trabalhando conflitos localizados dentro do Mundo dos Sonhos. Agora, a ameaça assume proporção coletiva e volta a gerar resultados do mundo real. O impacto deixa de ser individual e passa a afetar várias crianças ao mesmo tempo, o que muda completamente o peso dramático da trama.

A luta entre Nox e o Agente 5 que tenta capturá-lo continua. Nox troca de posição com o oponente e o provoca por viver como um número dentro da organização. A chegada de Kureha, a Agente 6, intensifica o confronto e leva os dois ao combate direto contra Nox. A dinâmica entre eles funciona bem. Kureha equilibra a impulsividade do Agente 5 torna sua atuação mais eficiente em equipe. Mesmo sendo derrotado, Nox deixa claro que seu objetivo principal não era vencer aquela batalha.

No núcleo central, Baku descobre que as crianças ligadas ao sonho do chamado Rei Demônio compartilham outro fator importante. Todas sobreviveram a desastres naturais. O jogo Blockreate conecta os sonhos, mas o trauma parece fortalecer os Nightmares. A série estabelece que medo reprimido pode ganhar forma e escala quando várias mentes estão conectadas.

Nasuka confirma que os casos estão interligados. A ameaça não é apenas um Nightmare isolado. É um processo em expansão. Enquanto isso, a Lady comenta que os sonhos mais puros podem gerar os pesadelos mais intensos, citando William Shakespeare. A fala reforça o tema do episódio. A inocência não impede o medo. Em certos casos, o intensifica.

Quando Baku encontra Kureha e o Agente 5 no Mundo dos Sonhos, fica evidente o conflito de prioridades. Os agentes querem eliminar Nox e destruir a base inimiga. Baku insiste que sua missão é proteger os sonhadores. Essa diferença de postura amplia a percepção de que ele não é apenas mais um agente. Ele age guiado por convicção, não por protocolo.

No castelo do Rei Demônio, surgem múltiplos Nightmares. Por um momento, parece que a situação está controlada. A falsa sensação de vitória dura pouco. Um raio atinge a estrutura no centro da fortaleza e o Disaster Nightmare se manifesta. As crianças entram em transe, com olhar vazio, e são absorvidas. Não há resistência. O silêncio da cena torna o momento ainda mais significativo.

No mundo real, uma borboleta gigante surge e provoca um estado coletivo de inconsciência. A ameaça atravessa a fronteira entre sonho e realidade. O Agente 3 declara emergência e admite falha na missão. A série deixa claro que o inimigo venceu de forma concreta, mas também abre uma grande possibilidade de uma ação triunfal no episódio, elevando Baku, o Agente 7, a um patamar de respeito para os agentes que estão surgindo.

O episódio também levanta novas questões. Se as crianças traumatizadas foram direcionadas ao mesmo ambiente de sonho, alguém pode ter influenciado esse processo. A atuação da Lady como profissional que lida com crianças amplia a suspeita. A relação entre trauma, tratamento psicológico e manipulação de sonhos ainda não está totalmente esclarecida.

Outro ponto relevante é o desgaste de Baku. Ele adormece cada vez mais cedo, quase de forma involuntária. Sua presença constante no Mundo dos Sonhos pode ter consequências. A linha entre agente e sonhador começa a se tornar menos definida.

Essa construção não é novidade dentro da franquia. Desde Kamen Rider Kuuga, diferentes séries apresentam a ideia de que o uso excessivo de transformações, poderes e evoluções coloca os Riders em uma trajetória de desgaste e sacrifício. O poder nunca vem sem custo. Em Zeztz, essa possibilidade começa a ganhar forma de maneira gradual, sugerindo que o preço pago por Baku pode ir além do campo de batalha.

O episódio 21 funciona porque altera o equilíbrio da série sem recorrer a exageros. A ameaça cresce, a organização falha e o protagonista não consegue impedir o pior cenário. A vitória dos vilões tem peso real. A partir daqui, o conflito não pode simplesmente retornar ao formato anterior. O universo da série foi ampliado, e as consequências agora são inevitáveis.

Nota: 8/10

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