Em entrevista concedida ao site Kaiju United, o roteirista Chris Yates comentou sobre o desenvolvimento de Marcus Walker: Kingslayer Protocol, seu novo quadrinho de kaiju que alcançou sucesso imediato no Kickstarter, sendo financiado em menos de 24 horas. A obra, ilustrada por Simone Ragazzoni, aposta em uma narrativa emocional combinada com ação de monstros gigantes e mechas, mirando fãs de produções como Ultraman: A Ascensão (Ultraman: Rising), Big Hero 6 e Power Rangers.
Durante a conversa, Chris Yates relembrou sua trajetória até chegar aos quadrinhos. Fã do gênero desde os anos 1990, ele cresceu consumindo filmes, animações e mangás, além de ter trabalhado posteriormente em empresas como a United Talent Agency e a Disney. Segundo o autor, a decisão de seguir carreira criativa veio após um momento marcante em sua vida pessoal, quando sua mãe, gravemente doente, o incentivou a perseguir seu verdadeiro sonho em Hollywood.
O roteirista também destacou que a história de Marcus Walker é fortemente inspirada em sua própria família, especialmente na relação com seu irmão mais novo. A narrativa acompanha dois irmãos em um mundo dominado por kaijus e máquinas gigantes, mas com uma abordagem diferente: o protagonista não é o piloto do robô, e sim o irmão daquele que ocupa esse papel, trazendo uma perspectiva mais humana e emocional à trama.





Entre as influências, Chris Yates cita animes como Mobile Suit Gundam (機動戦士ガンダム, 1979), Cowboy Bebop (カウボーイビバップ, 1998), Dragon Ball Z (ドラゴンボールZ, 1989) e Neon Genesis Evangelion (新世紀エヴァンゲリオン, 1995), além de mangás como Claymore (クレイモア, 2001) e Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba (鬼滅の刃, 2016). Ele também menciona a importância da música em seu processo criativo, especialmente o metal moderno, que ajudou a dar ritmo e intensidade às cenas do quadrinho.
Outro ponto ressaltado foi a proposta de construir um mundo mais “vivido”, mostrando o cotidiano de pessoas comuns em meio à presença constante de monstros gigantes, em vez de focar apenas nos heróis. A ideia, segundo ele, é priorizar o desenvolvimento dos personagens e criar conexão com o público, sem recorrer a explicações imediatas sobre a origem dos kaijus.
Voltado para leitores de diferentes idades, o quadrinho busca equilibrar ação e emoção sem subestimar o público jovem, adotando um tom acessível, mas sem simplificações excessivas. Chris Yates afirma que a intenção é contar uma história honesta, com riscos reais e sem garantias de finais felizes, aproximando a narrativa da realidade, mesmo dentro de um universo fantástico.
Por fim, o autor destacou o cuidado na produção da campanha de financiamento coletivo, incluindo a escolha de capas variantes feitas por artistas convidados, mas sem exageros em produtos adicionais. Segundo ele, o foco sempre foi manter a atenção na história e oferecer uma experiência significativa para os leitores.
Fonte: Kaiju United

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