O sétimo episódio de Super Policial do Espaço Gavan Infinity, Black Gavan, lançado em 29 de março de 2026, finalmente entrega o que a série vinha devendo desde o começo: um capítulo totalmente focado em Reiji Doki e sua origem como Gavan. É aqui que Gavan Infinity começa a mostrar as garras de verdade, revelando não só como Reiji Doki herdou o “manto” de Policial do Espaço, mas também o sistema por trás disso, um mentor que passou o título para ele após uma traição interna que corrompeu outro Gavan.
A ideia do “traidor no sistema” é um acerto clássico que sempre funciona, porque humaniza a instituição que deveria ser impecável e coloca em xeque a confiança nas estruturas de poder. A narrativa faz um ótimo trabalho ao equilibrar flashback e ação presente. A origem de Reiji Doki ganha peso com a figura do mentor (um Gavan anterior) e a explicação de por que ele é especial: só poucos conseguem viajar entre dimensões, o que justifica sua jornada solitária pelo multiverso.


Paralelamente, o episódio planta um nêmesis com motivações ainda desconhecidas, mas, do que parcialmente sabemos, interessante, criando um antagonista que não é só “mal por ser mal”, mas alguém com sentimentos contra o sistema que Reiji Doki representa.
O mistério da identidade do traidor mantém o suspense, e a forma como isso se conecta ao passado de Reiji Doki dá profundidade emocional a um personagem que, até então, funcionava mais como força motriz do que como figura vulnerável. Os aliados do universo central também ganham destaque. A explicação sobre limitações dimensionais reforça por que Reiji Doki é o escolhido, enquanto o time (Daisuke, AGI, até WaniPat em momentos cômicos) recebe desenvolvimento que os torna mais do que coadjuvantes.
O ritmo da história flui bem, alternando revelações pessoais com perseguição ao vilão sombrio, e as cenas de ação mantêm o padrão alto da série, combates corpo a corpo intensos e uma perseguição que mistura nostalgia com escala cósmica. Tecnicamente, o episódio impressiona nos efeitos visuais: a introdução do Black Gavan é visualmente marcante, com raios púrpura-verde e teleportes que criam uma aura de ameaça palpável.


O uso de personagens de outros universos (como cameos sutis) enriquece o lore sem sobrecarregar. A trilha “What’s a Hero” acerta nos momentos de tensão emocional, e as sequências de transformação continuam hipnóticas. O único ponto fraco fica para as lutas de mecha: a batalha entre naves é confusa, com introduções de novas formas (Ark Gavarion GC-R, Cosmo Gavarion G.I.) que não constroem o clímax esperado.
Black Gavan marca o ponto em que Gavan Infinity decola de verdade. Dinâmico, revelador e com um nêmesis que promete arco longo, ele corrige a falta de foco em Reiji Doki e mostra que a série tem fôlego para além de “casos da semana”. As lutas de mecha poderiam ter mais força, mas o resto é consistente e empolgante o suficiente para justificar a espera.
Nota: 9/10

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