Já é seguro dizer que o famoso grupo JAM Project nos impressiona mais uma vez ao brindar com outro maravilhoso tema de abertura para uma série da franquia GARO. Instantaneamente clássica, a melodia de Fate of the Saviour arrebata os corações dos fãs com um conjunto de vozes e metais característicos da banda, iniciando com chave de ouro mais um episódio.
Ryuga ainda perambula pela cidade de Sagan, uma cidade dividida em duas áreas separadas por um vale seco, onde outrora corria um resplandescente rio, emanado de uma grande nascente nas montanhas, um lugar onde o passado e o presente se fundem.
Percebendo as movimentações no dia a dia da comunidade, onde a falta de água e a seca escaldante ainda imperam, ele se recorda de um problema crucial: como enfrentar tudo isso sem o auxílio de sua armadura? Lembra-se do comentário de Rian sobre o Monte das Armaduras, o lugar onde a armadura que perdeu seu mestre está adormecida. Ao mesmo tempo, no seu encalço, o Feiticeiro Makai Lector (Taichi Kodama), ainda com intenções suspeitas, o persegue para vigiar e fornecer algumas informações sobre a armadura, não sem antes testar as habilidades de Ryuga, que domina facilmente as investidas do feiticeiro em uma sequência de luta onde o suit actor de Taichi Kodama brilha, executando acrobacias e movimentos extremamente complexos, sem conseguir encurralar o experiente cavaleiro Makai.


Enquanto isso, Hiden Sama, preocupada com o destino e com o eventual esgotamento das energias de Ryume Sama, aconselha Rian sobre o que fazer. Ela, que em segredo ouvira vozes indicando que a próxima a ocupar o posto de guardiã no lugar de Ryume seria nada mais nada menos do que ela própria, mesmo ainda não se sentindo pronta, sente a urgência de ir até o santuário.
As cenas em que Ryuga se depara com a vastidão do deserto em direção ao Monte das Armaduras são de encher os olhos. O mesmo não se pode dizer de todas as cenas preenchidas com cenários digitalmente gerados por computador, que podem ser uma distração para alguns fãs, principalmente nas cenas nas ruas de Sagan.
Curioso em saber mais sobre a armadura Makai sem dono, que se movimentava e atacava qualquer um onde sentia hostilidade de combate, e querendo pegá-la emprestada provisoriamente, Ryuga adentra o Monte e, juntamente com Lector, aprende que provavelmente a armadura acumulou ressentimentos de cavaleiros Makai que pereceram em batalha no passado. Contrariando a lógica, Ryuga tenta uma conexão com o espírito da armadura em uma cena excelente, onde, num mundo espiritual, enfrenta o proprietário da armadura em um teste de honra e retidão, colocando à prova suas reais intenções como cavaleiro Makai.


Esse estilo de sombras e desenhos tribais em um fundo branco maior que a vida é uma característica da série desde os primórdios, conferindo à obra um estilo artístico peculiar graças à mente criativa de Keita Amemiya.
Ao se provar digno, Ryuga retorna ao centro de Sagan para acabar de uma vez por todas com o horror feito de restos e sucata do episódio anterior. Ainda sem um domínio completo da armadura recém-emprestada, vemos uma coreografia muito interessante, mostrando a fraqueza do personagem principal, ainda mais atrapalhado, sem conseguir levantar a espada Makai, tentando sobreviver às investidas do horror truculento e forte, que na minha opinião é um destaque no quesito efeitos especiais, principalmente por sua movimentação fluida, provavelmente resultado da combinação de efeitos práticos na montagem da armadura com retoques em computador.


Um episódio de transição, porém extremamente consistente, ao colocar mais algumas peças no tabuleiro, auxiliando e fortalecendo as bases da trama. Finalizamos com a seguinte pergunta de Ryuga para Lector: “Como você sabe tanto assim sobre os Horrors?” Suas intenções ainda não são claras, mas as intenções de Ryuga permanecem mais vivas do que nunca.
Garo: Higashi no Kairo está sendo exibido oficialmente no canal GARO PROJECT no YouTube, com possibilidade de legenda em português via tradutor da plataforma.
Nota 07/10

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