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Review: Segundo episódio de ‘Kamen Rider My-Th’ mostra que os mistérios estão apenas começando

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O segundo episódio de Kamen Rider My-Th mantém o bom ritmo apresentado na estreia e começa a mostrar que aquela quantidade de informações do primeiro episódio não estava ali apenas para encher a história. Aos poucos, vamos entendendo melhor como Sora e Yuna trabalham juntos, conhecemos novos personagens e, principalmente, começam a aparecer algumas respostas para perguntas que ficaram no ar. Ainda existe muito para descobrir, mas gostei bastante da maneira como a série está construindo esse universo.

A relação entre Sora e Yuna continua sendo um dos pontos que mais gosto. Ela não é simplesmente a garota que acompanha o herói, existe uma ligação muito particular entre os dois e o episódio deixa isso ainda mais evidente quando descobrimos que Yuna consegue perceber quando Sora coloca o Driver e, aparentemente, também possui algum controle sobre sua transformação. É uma ideia bastante curiosa e que abre uma quantidade enorme de possibilidades para a personagem. Afinal, por que ela consegue fazer isso? De onde vem esse poder? E qual é exatamente a relação dela com o My-Th Driver?

A chegada da Kamen Rider Datt também funciona muito bem. É a primeira vez que vemos outro Rider da Zyunishi Doumei realmente entrando em ação, e o confronto com Sora acaba sendo uma disputa interessante entre dois estilos completamente diferentes. Enquanto Datt aposta na velocidade e quer resolver tudo rapidamente, Sora acaba encontrando uma solução mais paciente utilizando o Turtle Frame. A brincadeira com a conhecida história da lebre e da tartaruga ficou bem clara, mas não pareceu apenas uma referência colocada ali por acaso. Ela também serviu para mostrar que os poderes de My-Th podem funcionar de maneiras que ainda nem conhecemos.

Enquanto isso, Tatsuomi começa sua investigação dentro da casa Mizuki, e temos uma parte mais leve do episódio, principalmente com sua tentativa de descobrir alguma coisa sobre Sora. O personagem continua despertando minha curiosidade porque, apesar de estar ali para investigar, começa a criar uma relação própria com os dois. A desconfiança entre ele e Sora também pode render bastante, principalmente porque os dois claramente não foram com a cara um do outro desde o primeiro encontro. E, no meio disso tudo, ainda temos o detalhe do queijo, que achei uma boa forma de colocar um pouco de humor sem quebrar o clima da história e que, confesso, me deu vontade de comer um também.

Outro ponto importante é a apresentação de Akira Amataka e a confirmação de que Sora já tinha alguém ajudando em sua luta contra os Inexplicáveis antes mesmo da série começar. Isso muda um pouco a nossa visão sobre o protagonista, porque percebemos que ele não simplesmente encontrou o Driver e decidiu virar um Rider. Existe uma história anterior, existem pessoas que conhecem seu segredo e existe também uma ligação com os acontecimentos de cem anos atrás que ainda não foi explicada. Ao mesmo tempo, a Zyunishi Doumei começa a enxergar My-Th como algo diferente do que eles conheciam, principalmente pela maneira como seu Driver funciona.

No geral, gostei deste segundo episódio. My-Th continua apresentando informações sem entregar tudo de uma vez e isso está funcionando para mim. A série apresentou Datt de uma maneira interessante, aprofundou Sora e Yuna e ainda colocou Tatsuomi e Akira em posições que podem ser importantes daqui para frente. Se o primeiro episódio serviu para abrir as portas desse mundo, este segundo começa a mostrar o que existe dentro dele. É um começo que continua me deixando curioso para descobrir onde essa história vai chegar.

Nota: 8/10

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