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Review: Episódio 18 de ‘Super Policial Gavan Infinity’ explora passado de ‘Bushido’ em filler romântico e investigativo

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O décimo oitavo episódio de Super Policial Gavan Infinity, Alguém Especial (Someone Special), é mais um daqueles capítulos com cara de filler simpático, mas que chegam em um momento da temporada em que muita gente esperava algo mais robusto para a trama principal. A ideia de base é divertida: Reiji, Rui e Setsuna se infiltram, fantasiados, em um evento para solteiros a fim de investigar um golpe amoroso. É o típico episódio investigativo com pitadas de romance e comédia e, isoladamente, funciona como um experimento de tom. O problema é que, já na reta final da temporada, essa estrutura de “caso da semana com disfarces” parece mais descolada do que integrada ao conflito central.

O episódio constrói alguns bons momentos de tensão romântica e manipulação emocional. A festa se transforma em um verdadeiro “campo de batalha do amor”, com controle mental sobre os convidados e um contraste interessante entre o clima de paquera e a ameaça real representada pela Rainha. As cenas de ação resultantes são divertidas e bem coreografadas, mas tudo permanece na superfície. A personagem civil do episódio não cria um vínculo forte o bastante para sustentar o drama, e a antagonista, apesar do conceito de uma mulher traumatizada que usa um Nega Emorgear para se vingar dos homens, acaba funcionando apenas como um instrumento para colocar Setsuna diante de mais um reflexo de seu próprio passado.

Isso se conecta a um problema maior da temporada: muitas relações e personagens convidados são pouco aprofundados porque o foco se desloca rapidamente para o espetáculo visual. No caso de Setsuna, o episódio oferece mais um vislumbre de seu passado com Seoritsu e de como ele recebeu tanto o nome quanto parte dos valores que hoje carrega. Esses momentos são interessantes e ajudam a enriquecer o personagem, mas continuam sendo apenas fragmentos. Quase todo episódio centrado nele apresenta uma nova lembrança, mas pouco avança em termos de resolução concreta de seus conflitos internos.

A conexão entre a dor da Rainha e a perda de Setsuna rende um momento bonito em teoria, quando ele admite também ter perdido alguém importante e, por isso, proteger aqueles que ama. O problema é que o roteiro não leva essa reflexão a um novo estágio de desenvolvimento. Fica apenas como mais uma nota do mesmo tema, e não como um avanço significativo na trajetória de Bushido.

Ainda assim, o episódio está longe de ser descartável. A dinâmica entre Reiji, Rui e Setsuna disfarçados rende boas situações cômicas, a ação é competente, com direito a controle mental e aos Emons, e a comédia dos disfarces traz uma variação tonal bem-vinda. O episódio entra na categoria dos “fillers do bem”: capítulos que não movimentam a trama principal, mas oferecem entretenimento leve e pequenos momentos de desenvolvimento, especialmente na relação entre Rui e Setsuna, simbolizada pelo pano com a palavra “Bushido”, que remete ao passado do personagem com Seoritsu.

No fim, Someone Special entrega boas piadas, cenas de ação competentes e nuances discretas para Setsuna, mas, pelo momento da temporada e pela superficialidade das novas relações apresentadas, acaba soando mais como uma pausa lateral do que como uma peça essencial do conjunto.

Nota: 5/10

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