Reviews, Artigos

Review: Episódio 22 de ‘Super Policial Gavan Infinity’ questiona destino de ‘Reiji’ como Gavan

Publicidade

O vigésimo segundo episódio de Super Policial Gavan Infinity, Jo-Chaku, é aquele típico capítulo de pós-clímax que amarra pontas, expande a mitologia da série e, ao mesmo tempo, deixa um gosto agridoce de que tudo ficou realmente interessante quando a temporada já se aproxima do fim. A história de Coronel/Daisuke finalmente conseguindo viajar entre dimensões com segurança cumpre bem esse papel. É um momento simpático, com boas doses de humor, que transmite uma sensação de recompensa por tudo o que o personagem passou preso à nave. No entanto, funciona mais como uma ferramenta narrativa para justificar futuros encontros entre os diferentes universos do que como um momento de grande impacto emocional.

Em paralelo, o retorno coordenado dos criminosos para seus respectivos universos, com cada Gavan enfrentando novamente seu principal adversário, é uma ideia muito interessante. O episódio passa a impressão de que a organização finalmente consolidou um verdadeiro grupo de vilões recorrentes. O problema é que muitos desses antagonistas haviam sido derrotados rapidamente em suas primeiras aparições e agora recebem um destaque que chega tarde demais para torná-los realmente ameaçadores. A tensão funciona, principalmente porque os Gavans permanecem impossibilitados de realizar o Jo-Chaku após o desligamento do sistema, mas falta um histórico mais consistente para que esses inimigos sustentem o peso dramático que o roteiro tenta lhes atribuir.

O eixo mais forte do episódio está em Reiji, que é retirado do campo de batalha e levado diante da entidade suprema responsável pelo Sistema Gavan. A conversa amplia significativamente a escala da narrativa ao explicar o equilíbrio entre a Dimensão Superior e Aza Zorth, além de revelar que o próprio Reiji foi utilizado como isca para atrair Death Gavan. O questionamento sobre alguém tão emocional merecer carregar o título de Gavan estabelece um conflito interessante para o protagonista, que responde reafirmando que é um homem que combate o crime antes de representar um cargo. A participação de Wigless, defendendo Reiji e sugerindo que o Yamimakuuru pode representar um desvio necessário dentro do sistema, encerra de forma satisfatória a evolução da relação entre os dois personagens.

Enquanto isso, os quatro Gavans enfrentam seus respectivos inimigos sem poder se transformar, o que mantém a tensão elevada. Setsuna confronta o cinismo de Karasumaro lembrando das pessoas que deseja proteger. Kiki e Koto oferecem a Miya a oportunidade de encontrar um verdadeiro motivo para sorrir, em vez de continuar presa ao culto de Aza Zorth. Já Kunai expõe o medo escondido por trás da arrogância de Rurugie. Quando o sistema finalmente é reativado e os Emorgears retornam aos seus donos, o Jo-Chaku coletivo funciona justamente porque o episódio fez questão de mostrar esses personagens lutando apenas com suas convicções, sem depender das armaduras.

No conjunto, Jo-Chaku entrega um episódio consistente, com boas cenas de ação, crescimento da mitologia e uma reafirmação importante do papel de Reiji, que assume definitivamente a responsabilidade de proteger todo o multiverso. Ao mesmo tempo, a série continua carregando seus principais problemas: vilões que nunca alcançam o peso prometido, resoluções rápidas para conflitos complexos e a sensação de que Super Policial Gavan Infinity encontrou sua melhor forma justamente quando está prestes a terminar.

Nota: 8/10

Compartilhe
Publicidade

Mais artigos

Review: Episódio 43 de ‘Kamen Rider Zeztz’ coloca ‘Sieg’ diante do próprio destino

Review: Episódio 2 de ‘Ultraman Teo’ aposta nas relações humanas e apresenta um novo kaiju

‘Ultraman’, ‘Jiban’ e ‘Liveman’: como o tokusatsu conquistou o Peru

27º Festival do Japão celebra cultura nipônica com gastronomia, animes e tokusatsu

Ultraman Live emociona público com batalhas e participação especial no Anime Friends 2026

Heróis da tela: encontro de astros do tokusatsu emociona fãs no Anime Friends 2026