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‘Kokuhou’: Filme com ‘Meteor’ e ‘ToQ Yongou’ tem boa bilheteria e faz história no Japão

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O filme japonês Kokuhou (国宝, “Tesouro Nacional”), dirigido por Lee Sang-il e baseado no romance de Shuichi Yoshida, alcançou um feito histórico ao ultrapassar 115 bilhões de ienes em bilheteria, cerca de 3,9 bilhões de reais na cotação atual. É a primeira vez em 22 anos que um filme live-action japonês supera 100 bilhões de ienes, desde Bayside Shakedown 2 (踊る大捜査線 THE MOVIE 2 レインボーブリッジを封鎖せよ!, algo como Grande Linha de Investigação Dançante – THE MOVIE 2: Bloqueiem a Rainbow Bridge!, 2003), e o primeiro filme não produzido por emissoras de TV a atingir essa marca. Atualmente, Kokuhou ocupa o segundo lugar entre os filmes live-action japoneses mais rentáveis da história do Japão.

O filme acompanha a vida de Kikuo Tachibana (Ryo Yoshizawa), filho de um yakuza (máfia japonesa), adotado pelo renomado ator de kabuki Hanai Hanjiro (Ken Watanabe) aos 15 anos, após o assassinato de seu pai. Apesar de não ter nascido em uma família de kabuki, Kikuo alcança grande sucesso no teatro tradicional japonês. A história também foca em Shunsuke Ougaki (Ryusei Yokohama), formando uma narrativa de “duplo protagonista”. O título faz referência aos “Tesouros Humanos Vivos” do Japão, indivíduos certificados como preservadores de bens culturais intangíveis, neste caso o kabuki.

Yoshizawa interpretou Ryusei Sakuta/Kamen Rider Meteor em Kamen Rider Fourze (仮面ライダーフォーゼ, 2011) e Yokohama foi Hikari Nonomura/ToQ Yongou, o Ranger Verde em Ressha Sentai ToQger (烈車戦隊トッキュウジャー, 2014). Eles já haviam contracenado juntos em Fourze, com Yokohama interpretando o amigo de Yoshizawa, Jiro Ishi. Yoshizawa e Yokohama treinaram kabuki por um ano e meio, incluindo dança e movimentos, antes dos três meses de filmagem. Yoshizawa afirmou que a experiência foi o ápice de sua carreira, enquanto Yokohama destacou a importância de mergulhar de corpo e alma na arte do kabuki, respeitando suas tradições.

Fonte: Yahoo Japan


Kabuki é uma forma tradicional de teatro japonês que surgiu no início do século XVII e é famosa por suas performances dramáticas, figurinos exuberantes, maquiagem estilizada e coreografias elaboradas. Combina atuação, dança e música, usando gestos e expressões exageradas para transmitir emoções de maneira intensa. As peças frequentemente retratam histórias históricas, lendas, conflitos familiares e romances, misturando elementos sérios e cômicos. A maquiagem, chamada kumadori, ajuda a representar a personalidade e os sentimentos dos personagens, enquanto as poses dramáticas (mie) marcam momentos importantes da narrativa.

Odoru Daisousasen (Bayside Shakedown) é uma franquia policial japonesa que começou como série de TV em 1997 e depois gerou vários filmes. Ela foca na vida cotidiana e investigativa da polícia de Tóquio, misturando drama, ação e comédia. Diferente de séries policiais típicas, destaca a burocracia, rivalidades internas e dilemas éticos dentro do departamento, além das investigações de crimes.

Conheça mais sobre o kabuki em nossa resenha em áudio sobre o tema, com a presença de Daniel Aleixo (@danielrfaleixo), ator, mestre em Língua, Literatura e Cultura Japonesa, além de dançarino do Núcleo Experimental de Butô e da escola Fujima Ryu de dança kabuki.

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