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Kouji Mori critica semelhanças de ‘Kamen Rider Zeztz’ com seu mangá

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A nova série de televisão Kamen Rider Zeztz (仮面ライダーゼッツ, 2025) recebeu críticas do escritor de Berserk, Kouji Mori. Em declaração publicada no dia 5 de setembro, o autor afirmou ter identificado semelhanças entre a trama do herói que se transforma e luta em sonhos e o mangá D. Diver (D.ダイバー), último projeto que desenvolveu ao lado de Kentaro Miura. “D. Diver foi o último mangá que criei com Miura. É como uma lembrança para mim, por isso fiquei ainda mais emocionado”, disse Mori, que desde 2021 é o responsável pela continuação de Berserk, em parceria com a equipe do estúdio Gaga e com autorização da família de Miura e da editora Hakusensha.

D. Diver, publicado desde maio de 2023 na revista Young Animal (Hakusensha), acompanha a história de Kagura, um estudante universitário que deseja se tornar advogado e passa a ter sonhos vívidos em que pune criminosos. Aos poucos, ele percebe que suas ações nos sonhos também afetam a realidade. Conforme a linha entre sonho e realidade se mistura, Kagura se torna um “dark hero”, usando seus sonhos para combater o crime e aplicar justiça no mundo real.

Mori contou que, em 2023, foi convidado a contribuir com ideias para um projeto de filme derivado de Kamen Rider. Ele chegou a compartilhar conceitos de D. Diver e entregou um exemplar ao produtor responsável, que demonstrou entusiasmo. O projeto, no entanto, não avançou. Quando os primeiros detalhes de Kamen Rider Zeztz vieram a público, o autor declarou ter ficado chocado. “Fiquei surpreso e confuso quando vi as notícias sobre a série”, relatou.

Ao procurar esclarecimentos, Mori recebeu respostas que considerou insatisfatórias. Um produtor afirmou que não tinha ligação com a série de TV, enquanto outro declarou nunca ter lido D. Diver e sustentou que ideias semelhantes existem no Japão e no exterior. O mangaká rejeitou o argumento: “Nunca vi um super-herói que se transforma e luta em sonhos, exceto em D. Diver”.

Em sua fala, Mori demonstrou frustração pela falta de diálogo. “Não queria ter problemas com uma grande empresa como a Toei, só queria ouvir uma explicação e resolver qualquer mal-entendido”, disse. Apesar da decepção, reforçou que não pretende levar o caso adiante. “Não tenho intenção de lutar contra isso. Se tivéssemos conversado, talvez tivéssemos percebido que a semelhança não era tão grande assim”.

O autor pediu para que os fãs evitem julgamentos precipitados e ressaltou que não considera a semelhança de conceitos como plágio automático. Mesmo encerrando o assunto, deixou claro que a ligação pessoal com Miura torna o episódio mais doloroso: “Se não fosse D. Diver, acho que poderia lidar melhor. Mas esse mangá representa muito para mim”.

Fonte: Anime News Network

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