Reviews

Review: Episódio 4 de ‘Kamen Rider My-Th’ revela o segredo por trás de ‘Yuna’

Publicidade

O quarto episódio de Kamen Rider My-Th foi, até aqui, um dos que mais avançaram na história. Além de continuar a investigação sobre os Fukushigi, finalmente temos algumas respostas sobre o passado de Sora e Yuna, mas o mais interessante é que essas respostas acabam criando ainda mais perguntas. A série começa a mostrar que aquilo que vimos nos primeiros episódios pode não ser exatamente o que parece, principalmente quando envolve o Driver de My-Th.

O flashback do acidente é, para mim, o grande destaque do episódio. Já havia desconfiado no episódio anterior que Yuna poderia ter uma relação muito maior com My-Th do que simplesmente ser a pessoa que autoriza a transformação de Sora, e aqui essa possibilidade ganha bastante força. O Driver aparece originalmente com Yuna, que é quem o pega primeiro, mas a memória muda de forma estranha e mostra Sora assumindo o objeto. Logo depois, é Yuna quem libera aquela energia. E ainda temos Akira dizendo que ela poderá se tornar a esperança da humanidade. Ainda não dá para cravar que ela seja a verdadeira herdeira de My-Th, mas a série está claramente apontando que existe algo muito maior envolvendo Yuna.

Também gostei de como o episódio mostra Yuna tendo um papel mais ativo na investigação. Ela percebe a relação entre as lâmpadas e a forma como os Fukushigi conseguem recuperar sua energia, enquanto Sora usa seus conhecimentos como especialista em áudio para chegar a uma solução. É uma combinação que funciona bem porque os dois não ficam apenas esperando o monstro aparecer para lutar. Existe investigação, observação e tentativa de entender como o inimigo funciona, algo que deixa My-Th diferente de uma simples sequência de batalhas.

A parceria entre Sora e Tatsuomi também começa a ficar cada vez mais divertida. Os dois ainda estão longe de serem amigos, mas acabam trabalhando juntos para derrotar os Fukushigi, com direito a um verdadeiro jogo de gato e rato durante a luta. E Sora novamente demonstra aquela característica que combina muito com um personagem ligado ao rato: ele observa, pensa e encontra uma maneira de enganar o adversário. A estreia do Wolf Frame ainda entrega uma ótima luta, principalmente pela utilização da lua cheia como parte do poder da nova forma.

Outro ponto que achei importante é a descoberta de que as vítimas dos Fukushigi podem voltar ao normal quando My-Th derrota os monstros. Tatsuomi fica claramente surpreso com isso e leva a informação para Kamuri, que simplesmente não demonstra interesse pelo assunto. Isso muda bastante a maneira como enxergamos a Alliance, porque agora existe uma diferença muito importante entre aquilo que My-Th consegue fazer e o que os outros Riders parecem conseguir. E fica a dúvida sobre por que Kamuri não quer que esse assunto seja discutido.

No geral, este foi um episódio que aumentou bastante minha curiosidade pela história. Kamen Rider My-Th continua apresentando novas informações sem entregar todas as respostas e, principalmente, começa a mexer com aquilo que achávamos que sabíamos sobre Sora e Yuna. Depois desse episódio, para mim, fica uma pergunta ainda maior: será que Sora é realmente o herdeiro de My-Th ou apenas aquele que conseguiu usar um poder que, originalmente, pertencia a Yuna? Se a série continuar desenvolvendo essa ideia, pode ser um dos mistérios mais interessantes da temporada.

Nota: 8/10

Compartilhe
Publicidade

Mais artigos

Review: Episódio 10 de ‘Omegahorn’ coloca ‘Eir’ no centro, mas tropeça na superficialidade

Review: Episódio 12 de ‘Ultraman Teo’ encontra seu propósito diante de ‘Ultraman Zero’

Review: Episódio 9 de ‘Omegahorn’ transforma o vínculo entre ‘Shout’ e ‘Enkaku’ em força

Review: ‘Kamen Rider My-Th’ Episódio 3 e a estreia de ‘Kamen Rider Rid’

Review: Episódio 11 de ‘Ultraman Teo’ muda tudo para o clube de astronomia

Review: ‘Justice League/Power Rangers’ coloca heróis em universos diferentes