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Review: Episódio 31 de ‘Kamen Rider Zeztz’ traz a verdade sobre o passado de Baku

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Kamen Rider Zeztz segue em uma sequência interessante de episódios que buscam mexer com os sentimentos do espectador, e o capítulo 31 é mais um grande exemplo de como a série vem sabendo trabalhar o quesito evolução. Feche os olhos e imagine uma apuração da Escola de Samba, com o locutor cravando nota 10 em evolução. É exatamente essa sensação. Depois de encerrar o arco de Minami, a história agora amplia o foco para outro tema central da temporada: família. Mesmo sendo uma abordagem clássica, a construção aqui é feita com muito cuidado e dá ainda mais peso às motivações de Zero. A abertura com Baku visitando o túmulo de seus pais adotivos e agradecendo por tudo que viveram juntos é simples, mas extremamente eficiente ao reforçar que laços reais vão além do sangue.

A suposta missão de impedir um assassinato traz urgência ao episódio, mas rapidamente percebemos que essa ameaça é apenas a ponta do iceberg. Quando Baku invade o sonho de Zero, a presença do misterioso Zeztz Darkness cria a expectativa de um grande confronto, mas a série novamente mostra que sua força está em usar a ação para impulsionar a narrativa. A sequência envolvendo o Zeroider, o jovem Baku e Zero é uma das melhores do episódio, principalmente por sugerir que a relação entre os dois sempre foi mais íntima do que parecia.

A grande virada do episódio, revelando que Zero é o pai biológico de Baku, funciona porque não surge apenas pelo choque. Pelo contrário, ela reorganiza várias peças da história: a obsessão de Zero em completar o projeto Zeztz, sua hesitação em eliminar Baku, sua proximidade desde a infância e até os inúmeros “acidentes” que perseguiam o protagonista. Ainda assim, a série parece plantar uma falsa impressão de que Zero é apenas um vilão cruel. Tudo indica que ele é um personagem moralmente cinza, disposto a sacrificar a relação com o próprio filho para cumprir um objetivo maior envolvendo os Nightmares.

Em paralelo, a trama de Nem continua ganhando força e ecoando os dilemas de Baku. Sieg se prova novamente um antagonista excelente ao atacar o psicológico em vez de apenas partir para a força. Ao sugerir que Nem pode ser a origem dos próprios Nightmares, ele desestabiliza completamente a personagem. A cena em que ela confronta a Madame e pergunta quem realmente é carrega um peso dramático enorme. Ao mesmo tempo, Nox segue mostrando camadas interessantes, equilibrando frieza e humanidade em momentos decisivos.

Outro mérito do episódio está em como ele amarra elementos aparentemente soltos. Fujimi, Nasuka e Minami investigando os incidentes do passado de Baku transforma a “má sorte” recorrente do personagem em parte importante da mitologia da série. Esse tipo de conexão mostra como Kamen Rider Zeztz tem construído sua narrativa em camadas, sempre adicionando novas respostas sem deixar a sensação de enrolação.

No geral, o episódio 31 mantém o excelente nível de Kamen Rider Zeztz. Com direção inspirada, boas cenas de ação, visuais fortes e uma revelação que muda mais uma vez a perspectiva da história. Se mantiver esse ritmo até o final, tem tudo para se consolidar como uma das temporadas mais consistentes e surpreendentes dos últimos anos e da franquia desde seu início em 1971.

Nota 9/10

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