Reviews, Artigos

Review: Segundo episódio de ‘Gavan Infinity’ expande a história, mas tropeça no excesso de explicações

Publicidade

O segundo episódio de Super Policial do Espaço Gavan Infinity, Twin Blades, lançado em 21 de fevereiro de 2026 pela TokuSato, continua direto do cliffhanger anterior, com potencial interessante para o tokusatsu do PROJECT R.E.D.. Reiji Doki (Kouhei Nagata) aprofunda investigações sobre ameaças emocionais transdimensionais, agora com foco em redes criminosas. A trama expande o universo de forma ambiciosa: o protagonista carismático lida com aliado estoico e vilões manipuladores, trazendo dinâmica de tensão e confronto. Tudo avança com empolgação inicial em sequências de ação elevadas, evocando nostalgia clássica do gênero com lore sobre energias negativas e dimensões colididas. Porém, a narrativa pouco empolga ao priorizar expansão rápida de elementos, introduzindo conceitos de forma corrida e superficial, desafiando o equilíbrio entre escala multiversal e desenvolvimento de personagens.

A atmosfera acerta na essência tokusatsu: tensão investigativa funde-se à grandiosidade cósmica de espaços demoníacos ameaçados por corrupções emocionais. Temas de dualidade, obediência artificial versus vontade própria, ganância versus justiça ressoam universalmente, tocando identidade, propósito e redenção interna. Os dispositivos emocionais são fascinantes, materializando sentimentos em poder, mas a lore compete com sobrecarga: novas ameaças e cenários surgem de forma corrida, sacrificando profundidade na investigação central. Para um público infantil, essa complexidade questiona a acessibilidade, priorizando a escala multiversal sobre o foco no antagonista introdutório, que merecia mais peso emocional.

Kouhei Nagata brilha como Reiji Doki/Gavan Infinity, equilibrando vulnerabilidade cotidiana com determinação heroica em confrontos dinâmicos, e sua química com aliados adiciona tensão e emoção. Ryuga Akahane destaca-se como Setsuna Aikokuin/Gavan Bushido, com presença estoica que promete arco futuro, apesar de carisma limitado inicialmente, enquanto apoios como Arihiro Matsunaga (Daisuke Date) e Kohana Arisaka (AGI) sustentam a equipe. Hirofumi Fukuzawa dirige com maestria clássica: a ação flui organicamente, transitando de investigações terrestres para batalhas dimensionais sem pausas, alternando intimidade emocional com explosões.

A montagem ágil domina sequências de transformação em slow motion, ativando nostalgia ao detalhar ativações emocionais com precisão hipnótica. O design de produção impressiona em veículos cósmicos como o Cosmo Gavarion GC-R, conectando portais e ameaças orgânicas fluidas em no Espaço Maku. O roteiro de Atsuhiro Tomioka constrói lore rica sobre energias emocionais negativas, mas sobrecarrega com exposição. O episódio 2, Twin Blades, promete com vilões ameaçadores, ação elevada e mitologia intrigante, mas decepciona pelo ritmo apressado e introduções corridas, priorizando a complexidade da lore sobre a trama central.

Nota: 6/10

Compartilhe
Publicidade

Mais artigos

Review: Conspirações na areia marcam o episódio 3 de ‘Garo: Higashi no Kairo’

Review: Episódio 23 de ‘Kamen Rider Zeztz’ traz poder, culpa e o despertar de um novo Agente 7

Review: Primeiro episódio de ‘Gavan Infinity’ começa ambicioso, mas exagera no multiverso

Coluna Relâmpago: ‘Gavan Infinity’ estreia entre o peso da nostalgia e a nova estratégia global da Toei

Review: Treinamento intenso e memórias da era Showa marcam o episódio 19 de ‘Tojima’

Review: Ryuga encara desafios mortais no episódio 2 de ‘Garo: Higashi no Kairo’