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Review: Episódio 13 de ‘Super Policial Gavan Infinity’ destaca relação entre ‘Kiki’ e ‘Koto’

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O décimo terceiro episódio de Super Policial Gavan Infinity, O caso do sequestro de Gavan (The Gavan Kidnapping Case), confirma uma regra não escrita da série: se o foco é Kiki e Koto, a chance de sair algo divertido é alta. Aqui, a dupla volta ao centro da narrativa em uma trama que parte das consequências diretas do aumento de Emorgears negativos entre as dimensões. A investigação começa de modo simples, com as duas trabalhando juntas, até que Kiki desaparece em circunstâncias estranhas, arrastada por aquilo que, à primeira vista, parece um espírito ligado a um Emorgear. É uma abertura eficiente, que já mistura mistério, humor e o tipo de dinâmica que faz essa dupla funcionar tão bem.

A virada para a revelação de que esse “espírito” é, na verdade, uma espécie alienígena, dá o tom do episódio: mais sci-fi emocional do que terror. A partir daí, o roteiro explora bem três eixos ao mesmo tempo: Kiki possuída, Koto lidando com a ausência da parceira (e com a responsabilidade de encontrá-la) e Kunai interagindo com elas de forma cada vez mais natural. As cenas de ação são bem montadas e a estrutura do “caso da semana” é sólida, temperada com aqueles elementos científicos de tempo e espaço, como a diferença de fluxo temporal entre planetas e encontros desencontrados por causa de anos que não batem, que dão um sabor agridoce ao pequeno romance entre a alienígena e o dono da cafeteria. A ideia de um amor sincero atravessado por um erro de cálculo de décadas é simples, mas bonita.

Por outro lado, a velha sensação de checklist volta a pesar. Reiji, mais uma vez, é quase totalmente desnecessário em um episódio que claramente pertence a Kiki e Koto. Sua presença entra muito mais como cumprimento de fórmula do que como peça dramática indispensável. Quem encaixa verdadeiramente bem com a dupla é Gavan Raiya: Kunai já se consolidou como uma adição divertida à estrutura narrativa, seja pelo contraste de personalidade, seja pelo jeito como ele entra e sai dos episódios interagindo com diferentes núcleos.

No campo emocional, o episódio dá um passo a mais na relação entre Kiki e Koto. O aprofundamento da conexão entre as duas, com subtexto romântico praticamente confirmado, deixa tudo mais interessante, e a sensação é de que, se a série tivesse coragem de assumir isso de forma mais explícita, só teria a ganhar. Esse vínculo torna a busca de Koto por Kiki mais envolvente e faz com que o reencontro tenha peso real, não seja só mais um “resgate de colega de equipe”.

Este episódio acaba sendo um capítulo diferente dentro de Gavan Infinity: brinca com conceitos interessantes de física e tempo, entrega um romance alienígena melancólico, fortalece ainda mais o eixo Kiki/Koto e, ao mesmo tempo, esbarra de novo no seu maior inimigo: a cartilha de acontecimentos obrigatórios, que puxa a trama sempre de volta para o mesmo formato. Ainda assim, o resultado é acima da média, sustentado pelo carisma das protagonistas e pelas ideias sci-fi.

Nota: 7/10

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