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Review: Episódio 34 de ‘Kamen Rider Zeztz’ explora justiça distorcida e reforça o papel de Baku

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O episódio 34 de Kamen Rider Zeztz já começa acertando no tom emocional, com Minami se despedindo de Baku antes da missão de resgatar Nem. É um início simples, mas carregado de significado, principalmente pelo contraste com o que vem depois. A entrada no mundo dos sonhos acontece sem rodeios e rapidamente mergulha no caos criado por Sieg, enquanto Baku tenta restaurar aquilo que ainda resta. A reconstrução da carta é um momento simbólico forte, reforçando a ideia de que sonhos podem ser reconstruídos mesmo depois de quebrados.

A decisão de levar Baku para dentro do subconsciente de Sieg é onde o episódio realmente ganha força. Ao revisitar seu passado, fica claro que ele não é apenas um produto dos Nightmares, mas alguém que já carregava distorções antes disso. A comparação com Light Yagami (Death Note) surge de forma natural e, pelo que se vê em comentários pela internet, não fui o único a fazer essa associação, principalmente pela ideia de justiça distorcida. Ainda assim, a série usa isso mais como ponto de partida do que como referência direta. Mesmo assim, fica a sensação de que esse material renderia mais tempo de tela, talvez até um episódio inteiro dedicado a aprofundar melhor essa transformação.

O embate entre Baku e Sieg funciona muito mais no campo ideológico do que apenas físico. Sieg acredita que o mundo é inerentemente corrupto e merece punição, enquanto Baku reforça que os sonhos existem como espaço de esperança e possibilidade. Essa diferença de visão é refletida diretamente no uso dos poderes. O ExDream não é apenas um upgrade, ele representa o domínio dos sonhos positivos sobre os pesadelos, algo que a série vinha construindo há vários episódios.

A luta acompanha bem essa proposta e entrega um confronto que vai além da coreografia. Existe uma camada conceitual forte, principalmente na forma como Baku manipula o próprio fluxo do combate dentro do sonho. Ele não apenas luta melhor, ele redefine a lógica do confronto. Mesmo assim, Sieg não deixa de ser relevante, porque sua ameaça vai além da força física. O desfecho é pesado e carrega consequência, mostrando que Baku precisou tomar uma decisão que foge do ideal que ele normalmente tenta manter.

Fora da batalha principal, a presença da polícia e o envolvimento direto com os Nightmares ampliam a escala da história, deixando claro que o conflito já não pode mais ser contido. Ao mesmo tempo, a cena da Minami explorando o espaço onde Baku trabalhou por tanto tempo carrega um peso silencioso, evidenciando não só sua dedicação, mas também o custo pessoal de tudo isso.

No geral, é um episódio sólido, que equilibra bem a ação, desenvolvimento e avanço de trama. Ainda assim, fica a sensação de que alguns elementos, especialmente o passado de Sieg e o papel de Nem, pedem um aprofundamento maior. No caso de Sieg, parece faltar algo além do que foi mostrado; do jeito que está, seu arco soa quase encerrado, restando apenas o confronto final com Baku. Isso se intensifica porque o Agente 3 já surge de forma direta como o próximo adversário, abrindo um novo foco antes mesmo de Sieg ser totalmente explorado.

Mesmo com essa ressalva, o episódio cumpre bem sua função dentro do arco. Mais do que simplesmente encerrar um embate, ele reforça a essência do protagonista e sua visão sobre os sonhos, ao mesmo tempo em que prepara o terreno para algo maior, especialmente com a movimentação da Madame e os próximos passos da CODE.

Nota: 9/10

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