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Review: Episódio 11 de ‘Super Policial Gavan Infinity’ dá destaque a ‘Gavan Raiya’ em trama ninja interdimensional

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O décimo primeiro episódio de Super Policial do Espaço Gavan Infinity, Dimensional Ninja Scroll, usa Gavan Raiya como foco e acerta em cheio na construção do personagem, ainda que tropece no velho problema da série: tudo acontece rápido demais para a quantidade de boas ideias que estão em jogo. Aqui, Kunai ganha um conflito pessoal claro ao ter sua irmã presa em uma espécie de máfia ninja interdimensional, e isso por si só já o torna bem mais interessante. A química dele com Reiji funciona muito bem. Os dois em missão juntos, trocando farpas e dividindo medo e responsabilidade, dão um ritmo agradável de acompanhar.

A premissa é forte: uma organização criminosa ninja que quer ampliar seu poder vendendo Emorgears entre dimensões, um líder carismático (Rurugie), um passado de massacre de clã e uma irmã forçada a trabalhar como engenheira para o vilão. O arco de Kunai lidando com seu próprio medo, e aprendendo a aceitá-lo em vez de negá-lo, dialoga diretamente com a natureza dos Emorgears, o que deixa tudo bem alinhado com os temas da série.

O grupo antagonista é interessante, tem presença e parece, enfim, algo à altura do que vinha sendo sugerido como a “grande ameaça” ao longo da temporada. O problema é que, mesmo com tantas boas ideias, o episódio segue a lógica padrão de Gavan Infinity: resolve tudo em um único capítulo, o que empurra o drama para a superfície.

A resolução do arco da irmã mais nova ilustra bem isso. A missão de resgate é divertida e rende ótimas cenas, especialmente o uso do Cosmo Gavarion Type Dornado e, depois, do Cosmo Gavarion K.I. no ataque à fortaleza, mas emocionalmente tudo se ajeita rápido demais. Kunai trai Rurugie, assume o próprio medo, se alia a Reiji, salva a irmã e derruba o sindicato em um tempo que, narrativamente, poderia sustentar um arco de dois ou três episódios com muito mais peso.

A sensação é de que o roteiro acerta no “o quê” e no “quem”, mas corre demais no “como”, não deixando a tensão respirar nem a sensação de conclusão se assentar de verdade. Por outro lado, a parte técnica sustenta bem o episódio. As cenas de ação no chão são bem coreografadas, com destaque para o contraste entre o estilo ninja de Raiya e o jeito mais direto de Gavan Infinity.

As batalhas de mecha, desta vez, funcionam de forma agradável. A sequência de invasão à fortaleza, o uso do Dornado, o resgate de Hatsune e a destruição do quartel-general de Bai Akube entregam um bom senso de escala, sem parecer totalmente vazias como em outros momentos da série.

A cena de resgate em particular é divertida, clara de acompanhar e ajuda a dar um mínimo de peso ao conflito. A conclusão amarra o essencial: Rurugie é derrotado, Hatsune é salva, Kunai dá um passo importante em sua jornada pessoal e ainda sobra espaço para uma piscadela ao “mal maior” que ainda está por vir, mantendo o arco principal vivo.

O tom leve do epílogo, com Hatsune querendo furar Reiji e expondo o medo dele de agulhas, devolve um pouco do humor sem quebrar o que foi construído. No fim, “Dimensional Ninja Scroll” é um episódio com personagens fortes, uma vilã interessante e ação muito competente, mas novamente limitado por uma pressa estrutural que impede esse material de se tornar realmente grandioso.

Nota: 7/10

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