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Review: Episódio 5 de ‘Gavan Infinity’ dá foco em ‘Gavan Bushido’

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O quinto episódio de Super Policial do Espaço Gavan Infinity, Sword and Bullet, lançado em 15 de março de 2026, é o primeiro a colocar Gavan Bushido no centro da narrativa e, justamente por isso, acaba sendo um dos pontos mais fracos da temporada até aqui. A trama gira em torno do sequestro de Rui Amou, comandante geral do universo do Gavan Bushido, e tenta usar essa crise para aprofundar Setsuna. O problema é que nada disso engrena: o caso é pouco envolvente, a motivação do vilão soa frágil e o próprio Setsuna continua sem carisma, o que derruba o impacto de um episódio que deveria fortalecê-lo.

A estrutura do episódio é simples: Rui Amou é raptada durante uma operação envolvendo os Nega Emorgears, Setsuna recebe ordens para ficar de braços cruzados e um antagonista obcecado por espadas decide que quer adicionar as lâminas de Gavan Bushido à sua coleção. Em tese, há um conflito interessante aí, dever versus afeto, obediência cega versus ação, mas o roteiro deixa tudo na superfície. A dinâmica de Setsuna com Rui até poderia render um bom estudo de personagem, porém o texto não constrói bem o vínculo entre os dois; o sequestro existe mais como gatilho para ação do que como drama. Enquanto isso, o vilão colecionador de espadas é um conceito até divertido no papel, mas nunca deixa de parecer um inimigo da semana com objetivos rasos.

Quando Reiji Doki entra em cena, o episódio melhora, não por causa da história, mas porque o protagonista tem presença suficiente para segurar qualquer situação. Ainda assim, fica a frustração: em cinco episódios, ainda não tivemos um capítulo verdadeiramente focado em desenvolvimento do Reiji ou um “episódio solo” forte de um Gavan convidado; aqui, o foco em Bushido não compensa a falta de substância. Há pequenos conflitos internos e plot twists narrativos, como revelações ligadas ao estilo de luta de Setsuna e à origem de suas duas espadas e o plano de Reiji e Setsuna contra o antagonista da semana, que até podem divertir o público mais jovem, mas soam ingênuos demais para quem espera algo mais consistente desse universo.

Tecnicamente, Sword and Bullet mantém o padrão da série: boas cenas de ação, coreografias sólidas e aquele senso de nostalgia que a franquia busca resgatar. As sequências de transformação e o combate conjunto entre Gavan Infinity e Gavan Bushido funcionam visualmente, mesmo que o envolvimento emocional seja baixo. Rui Amou acaba sendo a personagem que mais se salva nesse cenário, ela tem presença, atitude e funciona bem como figura de autoridade e alívio pontual na reta final, mas todo o elenco ligado ao universo de Gavan Bushido permanece sem graça, sem humor e sem a dose de humanidade que vimos, por exemplo, em Kiki e Koto.

O encerramento, com uma pequena aparição da dupla Kiki e Koto, funciona quase como um lembrete de que o universo de Gavan Infinity é capaz de entregar personagens muito mais interessantes do que o que este episódio escolhe destacar. No fim, Sword and Bullet é um capítulo tecnicamente competente, mas narrativamente fraco, extremamente infantilizado em seus conflitos e incapaz de justificar o protagonismo dado a Bushido.

Nota: 3/10

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